segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ninguém é uma ilha...

Já sei. Há tanto tempon que oiço dizer que ninguém é uma ilha. E sei-o na pele cada vez que choro. Sobretudo durante as lágrimas de final de dia e nas da almofada... Se houvesse ali uma península estaria muito melhor. Mas não há. Sou só eu, ou não choraria.
Mas as razões pelas quais se é uma ilha não me fazem chorar mais do que as de ser todo um continente. Pelo contrário. É quando tenho mais lagos nos olhos é quando tenho alguéns na minha ilha.
As lágrimas não sou eu que as faço, nem o meu ambiente, são as pessoas que entram e passam e deixam marcas carentes de sulfamidas e onde até sal deitam!
Cada vez que me envolvo choro mais. Encho o mar que rodeia a minha ilha mais um pouco e faço o contrário da Holanda e conquisto mais mar à terra, para me isolar cada vez mais. Sem sacrifício.
Um dia, quem sabe, arrependo-me.
Hoje não.

1 comentário:

ponto de luz disse...

A paixão!
O estado passional sendo certo que é um estado de graça, não deixa de ser um estado mesclado de dor e sorrisos, de prazeres e gestos... É o vazio e a inundação! É o vazio da ausência do outro e a inundação do outro que nos preenche, que passa a fazer parte integrante de todos os nossos momentos. A paixão é como um eterno por do sol e um constante sol nascente que nasce e morre a cada momento dentro de um espaço que é sempre a nossa alma.
Assim a "ilha" perde-se num imenso sentido de deserto e jardim florido, com muitas roseiras e cores que nos magoam os sentidos...

Como a entendo!!!!

Rnunes