A parede não tem conversa, mas cores doces, que abrem o apetite.
A espada parece a seta de Cupido, é só paixão.
Na espada magoo-me pela rapidez do seu golpe, que não permanece, deixando a ferida aberta permanentemente em vez de um lugar preenchido pela sua frieza, que sei ser natural e não ante mim.
Na parede vejo a frieza da edificação fundada no peso da história, dos antepassados e de tudo o que um nome representa. Vejo-a quando as cores doces esmorecem, a tinta se desgasta com os raios solares e os lugares ásperos são mais do os do papel de parede aveludade. Sou eu que a faço desbotar, com o calor que gero encostada a ela. E é essa frieza que me queima, ferindo-me com esse gelo que contradiz a paisagem linda que tem nos seus frescos. Olhos de mel...
Já a espada é sempre quente e intensa. Nunca falha, mas nunca pára. E corta o ambiente rapidamente, não tem um desgaste lento que me encante e por isso a minha paixão esmoreceu.
Já a parede apaixona-me e sinto-a misteriosa, mas quando lhe falo não me consigo apaixonar, pois é como falar com uma parede...
Não tenho de escolher a dor que quero. Posso ter as duas. É isso que é estar entre a espada e parede.

2 comentários:
Mas escolho preferir a parede...
http://www.youtube.com/watch?v=kj3CHx3TDzw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=spBOZa87xIY
A Espada e a parede!!!!
Rnunes
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