quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Espera...
Quando voltas, musa de sangue? Quando voltas para me guiar os pensamentos que solto em palavras presas ao papel? Musa dura, vil, rebuscada, que me fazes soltar tristeza e recuperar mágoas de profundezas que desconheço e que gostaria de perder de memória. Sei que não me vais abandonar, não tão cedo, partirás um dia... Mas, se eu não te conseguir condenar ao desprezo, que quando não estás sei que mereces, sei que tens ainda muitas linhas para eu deixar escritas. Quando voltas? Obrigas-me a ir-te buscar? Ou estou livre de vez de ti, vil musa?
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